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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

"Dois problemas se misturam A verdade do Universo A prestação que vai vencer"

Eu sei o título desse post é muito longo e não deveria ser assim por uma questão estética e prática. Mas o que eu posso fazer? A genialidade de Raul Seixas na música "Eu também vou reclamar" não pode ser restringida.

E qual a relação disso com BI? Bom, depois de publicar o artigo Quando todos acreditavam que a Terra era plana recebi um email de um amigo que falava o seguinte (textualmente):

"Edu, o problema que vejo aqui é que, quando passamos para um patamar de idéias mais sofisticadas e completas do que os relatórios, os valores também extrapolam a realidade. Inovar tem um custo proibitivo em BI. O que percebo é que o único player que permite este tipo de criatividade com tudo já embarcado foi o Qlikview com suas novidades. Mas hoje ele já esta se tornando apenas mais um. O que acha?".

Depois de escrever algumas linhas respondendo ao email dele percebi que seria muito mais útil publicar a resposta aqui. Então, vamos a ela.

Primeiro, quero deixar claro que na minha opinião INOVAR (palavra bastante usada ultimamente) não é sinônimo de comprar um produto novo e muito menos de tecnologia nova. Na minha opinião, inovar significa fazer algo novo, algo de um jeito novo ou aproveitar algo velho de um jeito diferente. Um exemplo simples - já que esse texto não tem pretensão de discutir inovação - é usar a água do banho para a descarga. Não é necessariamente uma inovação tecnológica, uma vez que armazenar água e transportar a mesma de um lugar ao outro é coisa antiga, mas é inovador porque traz novidade à forma de se usar a água, traz um viés consciente e de respeito ao meio ambiente.

Isso dito, vamos a inovação tecnológica e mais especificamente em relação ao BI. Meu amigo está certo quando diz que ferramentas mais poderosas e completas são mais caras (preço + infraestrutura + manutenção + profissionais) do que o bom e velho Excel. Não há como discutir com isso.
Mas é da necessidade e da situação adversa que a inovação se alimenta. Existem infinitas formas e ferramentas que podem ser exploradas em conjunto para se atingir o objetivo esperado. Já demos alguns exemplos aqui no BLOG:
Essa é uma parte. Os grandes players são apenas UMA opção. Existem diversas opções razoáveis para visualização e análise. Mas não é na ferramenta que a mágica acontece. A ferramenta é só a janela por onde a mágica pode ser vista. O coração das possibilidades geradas por um sistema de BI bem feitos estão no desenho completo da solução:
  1. na modelagem multidimencional;
  2. na estratégia de carga e transformação;
  3. no entendimento das necessidades de negócio;
  4. nas fontes de dados disponíveis;
  5. na experiência do profissional de BI que suporta o processo e o cliente.
E tudo isso ao som de Raulzito!
Grande abraço,

quinta-feira, 28 de julho de 2011

BI in memory sem servidor?

Não, a SAP não anunciou que o HANA vai rodar em iPads sem servidor, não foi isso! A SAP Brasil anunciou uma parceria com a Ativas para que o appliance do SAP HANA rode no DataCenter da Ativas. A notícia saiu no TI INSIDE e você pode ler na íntegra aqui.

Os céticos pensarão: e daí? Acho que a grande novidade neste caso não é exatamente tecnológica, é cultural. Eu sou de uma época em que:

  • os profissionais de TI das empresas se orgulhavam de possuir verdadeiras raridades no CPD - Centro de Processamento de Dados (antigo nome do Data Center)
  • os administradores dos sistemas operacionais administravam TUDO: cada file system, cada backup, cada TUDO;
  • os administradores de banco de dados eram os DONOS de todos os dados dentro do banco. Ninguém criava um índice que fosse sem o "amém" do DBA.
E o que o PRESENTE (não o futuro) nos reserva? O SAP HANA é um appliance, ou seja, uma caixa preta. Você "pluga" ela no seu ambiente, configura quais modelos devem ser considerados e a "caixa" decide COMO armazenar, como otimizar etc. Resultado: a administração não é mais responsabilidade do adminitrador, o DBA não existe como entendiamos há 15 anos e agora a última barreira caiu: a caixa preta talvez seja azul e você nunca vai saber.

Bem-vindo a esse "Brave New World".

Grande abraço,

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Gadget ou ferramenta de trabalho?

Eu sei que o assunto não é novo e que eu já falei sobre isso por aqui em Adorei esse gráfico, ele fica bom no meu smartphone? e Microstrategy aposta em tecnologias móveis, mas não tem como virar as costas para o assunto. Ainda porque a SAP acaba de lançar seu APP para rodar as ferramentas Business Objects - BO otimizadas para iPad. Veja o artigo clicando aqui.

Eu confesso que logo no começo dessa moda, eu achava que se tratava de modismo, que o público alvo ficaria restrito ao pessoal de vendas ou ao alto escalão da empresa e ainda que os resultados estariam longe de serem medidos objetivamente. Mas está claro, eu estava errado.

Os dispositivos móveis são na realidade fantásticas ferramentas de trabalho, quando bem usadas. Exemplo:
  1. na reunião de revisão orçamentária, seu gestor pede um corte de 10% para a sua área. Com um dispositivo móvel em mão você poderia ter acesso imediato ao seu orçamento incluindo: gastos planejados, gastos comprometidos e gastos realizados, histórico do último período fiscal. Tudo isso por tipo de despesa, atividade e gráficos. Ainda não convencido? A aplicação poderia lhe dar a possibilidade de simulação daqueles 10% solicitados, desenhando uma clara linha nos projetos críticos que seriam afetados. Com poucas interações de simulação, você poderia responder NA HORA para seu gestor se os 10% são ou não realistas e por que.
  2. um vendedor de rua, desses que vendem cosméticos para amigos - poderia verificar a disponibilidade de um item em estoque (por código de barras, scaneado com a câmera, direto da revista ou com um catálogo eletrônico direto no dispositivo móvel), previsão de entrega e preço. Poderia ainda verificar condições especiais (como promoções, compra em lote etc.) além de colocar o pedido na frente do cliente, sem complicações.
É verdade que esses exemplos ainda não são 100% realidade, mas quase. Cabe a cada um de nós lutar contra a rotina do dia-a-dia e desafiar nossos clientes a fazerem a diferença.

Grande abraço,


quinta-feira, 30 de junho de 2011

Os dados que realmente interessam estão fora da sua empresa

Tá bom, eu admito: não são TODOS os dados que interessam que estão fora da sua empresa, mas grande parte. O pior é que uma grande parte desses dados de fora da sua empresa - e por tanto fora do seu controle - não são estruturados.

Me explico. Quando sua empresa faz uma campanha de marketing para reforçar o conhecimento da marca, por exemplo, como você mede o resultado dessa campanha? A primeira parte - os custos - são relativamente fáceis de se medir uma vez que, geralmente, os dados estão no ERP. O problema de verdade é: como medir a reação do público à campanha? Como saber se o público alvo foi atingido? Durante anos, a resposta, a medida dessas campanhas foi feita com base em pesquisas de satisfação ou simplesmente ignoradas. Já tocamos nesse asssunto aqui no artigo: Novos tempos: novos problemas e novas soluções.

O exemplo acima é apenas um de centenas que poderiam ser dados. Outro problemas comum é que, ao definir um KPI (alinhado com um objetivo estratégico, com a estratégia da empresa), sempre fica a pergunta: como está o desempenho dos meus concorrentes neste mesmo KPI? Infelizmente, essa informação não estava disponível.

A SAP, no entanto, promete mudar essa situação com um novo serviço chamado SAP Value Engineering. Para quem se interessar, tem um artigo bem interessante no TI INSIDE aqui. Em resumo, o serviço promete um benchmark para empresas em seus setores com comparações globais e locais. Eu acho essa uma ótima iniciativa, cabe a nós observar como esse serviço evolui e se outros grandes players do mercado embarcam nessa onda.

Grande abraço,

quinta-feira, 9 de junho de 2011

SAP-Hana e BO 4.0 uma espiadela

Na semana passada a SAP Brasil organizou um Webinar com o título: Transforme dados em insights com a Tecnologia In-Memory SAP HANA. A gravação da palestra pode ser acessada clicando aqui e se você estiver interessado apenas nos slides, pode encontrá-los clicando aqui.

É verdade que o Webinar focou mais em mostrar a mudança de paradigmas trazidos com o HANA e as inovações tecnológicas (já exploradas neste Blog no artigo: A nova solução para seus problemas: HANA (?)) bem como alguns exemplos de reduções que beiram o milagre no que se refere a tempo de resposta (tema também já abordado extensamente no SAPHIRE NOW 2011 e comentado aqui em Uma espiadela no futuro do mundo SAP: SAPHIRE NOW).

Mas o Webinar não foi apenas mais do mesmo. A última parte mostrou um pouco da nova versão do suite de ferramentas BO, o BI 4.0 e está claro que boas mudanças vêm por aí. Dentre as mudanças que mais me chamaram a atenção estão:
  • acesso da maiorias das ferramentas diretamente aos infoproviders do BW;
  • aplicações analíticas para redes sociais (tema que já havíamos abordado aqui em: Novos tempos: novos problemas e novas soluções);
  • melhor integração com a ferramenta de CRM da SAP;
  • o anúncio do "Embedded Analysis" que vai disponibilizar no ECC ou CRM relatórios analíticos em tempo real;
  • melhoria nas capacidades de mobilidade (em parte vindas da SYBASE);
  • Navegação em hierarquias "standard" no WEBI;
  • Melhorias significativas em performance quando comparadas a versão 3.5 por mudar o método de acesso;
  • Possibilidade de se criar universos com base em diversas fontes de dados.
Eu ainda não coloquei a mão em um BI/BO 4.0 ligado a um BW 7.3. Mas assim que colocar minhas mãos numa belezinha dessas, eu conto para vocês.

Grande abraço,

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Uma espiadela no futuro do mundo SAP: SAPHIRE NOW


Eu sei, eu sei o SAPHIRE NOW foi semana passada e o resultado está refletido em milhares (talvez milhões) de reportagens em revistas especializadas ao redor do mundo. Exatamente para evitar situações como a do Dilbert é que propomos esse artigo:

Dilbert.com

Minha idéia original era pegar uma palestra e escrever um artigo sobre ela. Mas, ao invés disso, eu decidi lembrar a todos que vocês podem simplesmente logar no site do evento (link acima), se registrar GRATUITAMENTE e assistir todas as palestras.

É exatamente isso que nossa equipe está fazendo essa semana, algumas palestras que assistimos e que vale a pena dar uma olhada:
  • SAP HANA: Today's Solution for High-Performance Business Intelligence, Dave Carlisle - Chief Application Architect, Enterprise Business IT. Achei bem bacana, porque tem boas informações referentes a direção que o HANA vai tomar;
  • Building Tomorrow’s Enterprise with BI Solutions from SAP, Kelli Such, Director, IS Service Delivery Business Intelligence, North America Kraft Foods & Willem-Jan Veeneman, Head of Business Intelligence, Consumer Health - OTC Novartis. Muito bacana como painel de discussão com dois grandes clientes, vale a pena dar uma olhada. Particularmente a opinião de Kelli Such vale muito a pena dar uma olhada;
  • Making Business Intelligencean Advantage for Exactech, Thad Beavers, Director of Information Services. Uma visão interessante de BI em uma empresa de médio porte. Dá um gostinho de "sim, é possível".
Grande abraço,

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Armazenamento colunar

Atendendo ao pedido feito pelo Felipi no texto: A nova solução para seus problemas: HANA (?), resolvemos nos aprofundar mais sobre o tema: armazenamento colunar. Na prática o assunto é BASTANTE abrangente e técnico. Por esse motivo, decidi montar uma coletânea de textos que vale a pena serem lidos para quem quer ou precisa de mais informação sobre o assunto.

Encontramos um artigo muito bom diferenciando armazenamento colunar de compressão colunar. Por favor, leiam o artigo aqui. Numa simplicação bem grosseira:
  • armazenamento colunar é o método usado para armazenar registros em colunas e não em linhas a fim de otimizar os resultados dos comandos SQL em um banco de dados;
  • compressão colunar utiliza tolkens para substituir repetições dentro de uma coluna e "economizar" bits em termos de armazenamento.
Obviamente ambas as técnicas podem ser usadas simultanea ou independentemente.

Outro texto que recomendo a leitura é o da Wikipedia, leia o texto aqui. Esse texto possui inclusive um exemplo sobre como fica o resultado de um comando SQL em um DBMS colunar e em um orientado a linhas (incluindo um comparativo entre os dois modos).

Acredito que esses dois textos são um bom RESUMO. Se você precisa de informação mais detalhada, tem dois sites interessantes:
Grande abraço,

quinta-feira, 31 de março de 2011

A nova solução para seus problemas: HANA (?)

Se você é profissional SAP e não vive em um aquário, você muito provavelmente escutou falar de HANA. HANA significa: High Performance Analytical Appliance (em tradução livre: uma aplicação analítica de alta performance). Mais informações oficiais podem ser encontradas no site oficial, aqui.

O primeiro anúncio sobre HANA foi feito no SAPPHIRE 2010 (chegamos até a mencionar isso no artigo: In memory, em memória e o futuro do Business Intelligence - BI). E o anúncio foi feito pelo alto escalão da SAP, vale a pena dar uma olhada nos vídeos abaixo:
Vishal falando sobre o assunto

Hasso falando sobre o assunto:

A SAP fez até um vídeo muito bacana usado no último SAPFORUM tentando explicar as capacidades do SAP HANA 1.0:



Mas de fato, o que é HANA? Em resumo, SAP HANA é o primeiro produto que utiliza uma série de técnicas e inovações tecnológicas para suportar a tomada de decisões em tempo real. Entre os pontos que valem a pena destacar:
  • In-Memory - não é exclusividade da SAP, essa tendência veio pra ficar. Com o barateamento da memória ficou evidente que em um futuro próximo, disco rígido será peça de museu. Isso pode ser visto em outros lugares. Laptops estão usando cada vez mais discos SSD (solid state disk), os iPhones também não usam mais memória e vários provedores de BI também estão adotando esse modelo (para citar um, QlikView por exemplo).
  • Armazenamento colunar - lembra que você aprendeu que cada registro é uma linha no banco de dados? No caso do HANA isso não é verdade. Cada registro é uma coluna. Por que? Grosso modo, quando um comando SQL de sumarização é executado no banco de dados, mesmo querendo o total de uma coluna, o banco tem que ler todas as linhas. Com o armazenamento colunar, é preciso ler apenas 1 linha. A linha que contêm toda a informação que deve ser sumarizada. Eu vou escrever outro artigo sobre armazenamento colunar no futuro e posto o link aqui.
  • Real Real-time - consulta em tempo real de verdade. Quem conhece as práticas de mercado de DW e BI sabe que, em geral, as informações são transferidas para o DW em processos de carga. Essas cargas podem ser diárias, semanais ou mesmo mensais dependendo da necessidade de negócio. A promessa da SAP é utilizar uma tecnologia adquirida com a aquisição da SYBASE para que todo registro feito no sistema transacional esteja disponibilizado milisegundos depois no HANA.
Mas na minha opinião, o lançamento do produto HANA em si não é a melhor notícia. A melhor notícia é a existência e aplicação PRÁTICA dessas inovações tecnológicas que fazem parte do HANA. A menssagem da SAP é clara, este é apenas o primeiro produto. Tanto é que o HANA 1.5 já está no forno. Eu acho que além de uma campanha de marketing bem feita, o discurso de que uma nova geração de softwares (equivalente a criação do famoso R/3) pode estar prestes a nascer. Vamos ver o que o futuro nos reserva.

Para aqueles que como eu querem escutar um cliente antes de tomar uma decisão, eu encontrei um case da Hilti que vale a pena ser visto (em inglês):


Se você quer uma segunda opinião, isso é o que o Dilbert tem a dizer sobre possibilidades "real-time":

Dilbert.com

Grande abraço,

quinta-feira, 24 de março de 2011

SAP Forum 2011, impressões sobre as sessões paralelas

Estou escrevendo esse post no meio do SAP FORUM 2011. O maior evento da SAP da América Latina, caminha para seu fim e nós do Brasil Intelligence damos nossos palpites.

  • local: me chamem de saudosista, mas todo mundo com quem eu falei concorda comigo. O Hotel Transamérica era muito mais confortável para abrigar o evento. Não éramos moralmente assaltados no estacionamento (12 horas de estacionamento a R$ 38,00), não precisávamos ficar mudando de andar toda hora e o trânsito entre os estandes e as salas de palestra era algo natural. Mas, eu tenho que admitir que dois pontos são melhores no WTC. O ar-condicionado e as opções de alimentação. E nada mais. Fica registrado nosso apelo: VAMOS VOLTAR PARA O TRANSAMÉRICA.
  • sucesso de público: com mais de 8 mil inscritos para as sessões paralelas, 1 mil inscritos para o congresso e mais alguns milhares inscritos para as sessões virtuais o SAP FORUM 2011 foi sem sombra de dúvidas, um sucesso de público. Estando por aqui os 3 dias, eu tenho que admitir que eu vi todo mundo que eu esperava ver e todo mundo que eu não sonhava encontrar. Vale muito a pena do ponto de vista de networking.
    • o lado negro do sucesso: com tantos inscritos as sessões mais populares foram de difícil acesso e muita gente ficou de fora. Sorte de quem resolver ver pela Internet.
  • conteúdo: eu não lembro como foi o SAP FORUM 2010, mas nesse ano todas as palestras tinham tempo de duração idêntico. 50 minutos não importa o tema. Resultado? Algumas palestras foram agonizantemente longas, outras acabaram num piscar de olhos. Na minha opinião a lógica foi contrariada, assuntos diferentes requerem tempos diferentes. Para mim o maior exemplo foi a apresentação do HANA que mostrou menos do que já havia sido apresentado no SAPHIRE do ano passado. Em 50 min, mostrar o quê?
  • estrelas da vez: os assuntos mais falados, sem dúvida, foram sustentabilidade, computação em nuvem, redes sociais e HANA. Alguém tinha dúvidas disso?
  • ideia genial: eu gostaria de dizer que a idéia genial tem a ver com tecnologia, mas de fato, não tem. A melhor idéia do evento foi colocar dois cafés no meio dos estandes das consultorias o que possibilitou um espaço muito bacana para networking, descansar e ao mesmo tempo sapear (gostou do trocadilho) os estandes.
Bom é isso. Deixa eu tentar entrar na minha última sessão paralela por hoje e semana que vem os artigos voltam.

Grande abraço,

terça-feira, 22 de março de 2011

SAP Forum 2011, impressões sobre o congresso

Eu sei que isso não vai agradar a todos, mas essa semana não teremos nosso artigo semanal. Como eu estou todos os dias no SAP FORUM 2011 (já falamos sobre isso aqui no artigo SAP FORUM 2011: se você é profissional SAP, pode marcar na agenda) eu vou tentar postar um pequeno resumo de cada dia para quem não teve oportunidade de conferir, poder se organizar.

Bom, hoje foi o dia do congresso. E esse foi o foco principal. As apresentações foram bem interessantes porque se focaram mais em tendências e análise do cenário macro econômico e social. Claro que nos painéis, as redes sociais tiveram grande destaque. E infelizmente nada se falou sobre Business Intelligence.

Agora, se vocês tiverem que escolher UMA apresentação para assistir pelo Webcast, vocês TEM que assistir a do Cirque du Soleil. Sim, eu sei que é impressionante, eles usam SAP. A apresentação foi simplesmente fantástica, envolvente e mágica. Sobre como um sonho que acabou tomando proporções gigantescas, só pode existir hoje com a ajuda de um sistema integrado mundial, vale a pena.

Grande abraço,

quinta-feira, 17 de março de 2011

O que ver no SAPFORUM 2011?

Está com dúvidas sobre o que ver no SAPFORUM 2011 na próxima semana? Para ajudar os profissionais de BI que estão pensando em ir ao evento, estou publicando aqui as palestras que eu estou pensando em visitar.



Grande abraço,

quinta-feira, 3 de março de 2011

SAP FORUM 2011: se você é profissional SAP, pode marcar na agenda

Estou avisando com antecedência para ninguém reclamar: entre os dias 22 e 24 de Março acontecerá em São Paulo o maior evento da SAP da América Latina, o SAP FORUM 2011. Mais informações no site do evento clicando aqui.

Para os que não pararam de ler o artigo e estão se perguntando: o que isso tem a ver com BI? A resposta é simples: tudo e nada ao mesmo tempo.

NADA, porque o evento não é sobre BI. Não vai proporcionar uma discussão ampla e detalhada sobre conceitos de BI ou mesmo possibilitar comparar diversas ferramentas de BI.

TUDO, porque a SAP é uma das grandes opções quando falamos de BI atualmente. O Data Warehouse (SAP BW), as ferramenats de relatórios (hoje encapsuladas no guarda-chuvas do Business Objects) e as ferramentas de planejamento (para mais detalhes veja os artigos: Planejamento SAP confusão, confusão e mais confusão - Parte 1 e Planejamento SAP confusão, confusão e mais confusão - Parte 2) são fortes opções sempre que se fala em ferramentas de BI.

Se for sua primeira vez, você pode ficar um pouco confuso. São 2 as opções disponíveis de ingresso: os que dão direito ao congresso e o que dá direito apenas as sessões paralelas. Para definir o que faz mais sentido no seu caso, basta olhar a agenda do evento, também disponível no site (ou clicando aqui). O congresso tende a ser mais estratégico, as sessões paralelas mais focadas e algumas até técnicas.

Em resumo, se você tem tempo e dinheiro (ou um patrocinador), vale a pena passar no evento que geralmente é muito bem organizado. Pessoalmente, sempre que posso vou ao evento. Se passarem por lá procurem por mim. :-)

Grande abraço,

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Os gráficos do seu sistema de BI são péssimos!!!

Se os seus clientes - sejam eles internos ou externos - não se deram conta disso ainda, aproveite, porque você ainda tem tempo. Não, não adianta falar que a nova ferramenta da empresa X (seja X: SAP, Oracle, IBM, MicroStrategy, Senior ou qualquer outra) é simplesmente fantástica, eu tenho certeza que ela é ruim (com todo o respeito aos meus amigos, colegas e parceiros nas empresas que vendem soluções de BI).

A essa altura você deve estar imaginando que eu fiquei louco. E fiquei mesmo depois de ver o vídeo abaixo:


Resumo rápido para quem não teve tempo de ver o vídeo ou não acompanhou o inglês: Anders Ynnerman está mostrando as novas possibilidades no que se refere a equipamentos de exame e diagnóstico.  Você lembra de receber seu resultado de exame em casa com valores do tipo:

Valor de referência: entre 1 e 2, seu valor: 1.45

Esse tempo está próximo do fim. Hoje, se o médico quer saber como anda a circulação de sangue no seu cérebro ele simplesmente scaneia seu cérebro e o fluxo sanguíneo e monta uma imagem em 3D do fluxo de sangue fluindo  (com o perdão da gracinha). Resultado: uma análise mais detalhada, um diagnóstico mais preciso e resultados mais efetivos.

Mas e dai? E dai que este pode ser o começo do fim dos nossos gráficos de pizza, linhas e barras. Para os otimistas que virão em ferramentas como Xcelsius (da gigante SAP) um deleite para os olhos, esperem até a próxima geração de análises gráficas em tempo real.

A professia: claro que eu não tenho bola de cristal e que não sou um dos grandes gurus que ditarão as tendências dos próximos 10 anos. Mas eu não consigo imaginar que minha linda filha, (hoje com 3 anos) acostumada a gráficos full HD em telas gigantes, desenhos que mais parecem filmes, vídeo games que a fazem interagir com movimenttos e voz sincronizados e dispositivos móveis como iPhones praticamente desde o berço vai se contentar em analisar o fluxo de caixa da empresa em um gráfico de linha, por mais bonita que a linha possa parecer.

"E como ela vai avaliar o fluxo de caixa" dirão alguns e outros declararão "mas essa é a forma mais eficiente de fazê-lo". A minha humilde resposta é uma só: eu não sei como vai ser, mas quem descobrir pode sim se tornar, nesse era tão colaborativa, o próximo guru de BI. Aliás, se você tiver alguma ideia, deixe um comentário.

Mais um que vale a pena ler sobre visualização de dados: Uma imagem vale mais do que mil palavras

Grande abraço,

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Planejamento SAP confusão, confusão e mais confusão - Parte 2

Como prometi na semana passada no artigo Planejamento SAP confusão, confusão e mais confusão - Parte 1 aqui está um guia rápido de quando escolher cada uma das ferramentas disponíveis no mercado SAP HOJE baseado na minha experiência. Fique a vontade para discordar nos comentários:

  • SAP BPS, Business Planning and Simulation. Como regra geral, não use essa ferramenta. Apesar de muito estável e bastante flexível, essa tecnologia não tem mais futuro e não será mais desenvolvida. Ou seja, não é uma boa opção quando pensamos em futuro APESAR de algumas empresas ainda usarem;
  • SAP IP, Integrates Planning. Se você precisa de uma solução integrada, estável, orientada a processo centralizado, integração de master data e retração, ou se você possui um número grande de usuários espalhados pelo mundo (como eu já tive um projeto com 2.500 usuários de planejamento espalhados por mais de 60 países), essa é a sua ferramenta. O problema aqui, como todo mundo sabe é a flexibilidade: toda mudança no processo de planejamento TEM que ser gerenciada e implementada pela equipe de TI.
    • SAP MAP, Merchandise Assortment Planning. Tudo que eu escrevi para o SAP IP ainda é válido e se torna indiscutível quando numa empresa de varejo (porque soma o grande volume de dados transacionais e dados mestres) além de funções específicas trazidas por esse add-on.
  • BO PC, Business Objects Planning and Consolidation. Ferramenta perfeita para quem não precisa de integração com o SAP BW, para quem usa outro DW que não seja da SAP, para quem não tem DW, para equipes de planejamento que sejam pequenas, com perfil técnico/analista e, preferencialmente, estejam em um lugar geográfico. Eu tenho que assumir: não tem nada que se adapte ao processo do cliente mais rápido e que crie menos dependências com a equipe de TI.
Espero ter ajudado ou pelo menos começado uma discussão.

Grande abraço,

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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Planejamento SAP confusão, confusão e mais confusão - Parte 1

É fato que quando um cliente pergunta qual a ferramenta de planejamento da SAP, a maioria dos consultores - mesmo os experientes - não ficam exatamente confortáveis em responder a pergunta. O motivo? Simples: existem PELO MENOS 3 ferramentas de planejamento da SAP no mercado neste momento.

Por esse motivo, resolvi montar um guia rápido para que você possa responder a essa pergunta sem traumas. Neste primeiro artigo, vou descrever quais são as ferramentas de planejamento e algumas de suas características e no próximo artigo, vou dar minha opinião de QUANDO usar O QUE: Espero que gostem e deixem comentários:

  • BPS, Business Planning and Simulation. Esse pode ser considerado a avó das ferramentas de planejamento da SAP. Brincadeira a parte essa ferramenta, já fora de manutenção, tem uma base instalada respeitável (mesmo em grandes clientes), mas basicamente está fora da concorrência em novos projetos apesar de ser entregue de graça ainda na versão 7.x do BW. Minha recomendação pessoal, esqueçam que isso existe :-)
  • SAP IP, SAP Integrated Planning. Essa ferramenta é um senhor já maduro, mas com plena força que, mesmo sendo competitivo, parrudo e indicado para alguns nichos, já da sinais da passagem do tempo e vê concorrentes mais novos e bem apresentados ganhando terreno. Na minha humilde opinião, o SAP IP é simplesmente a melhor ferramenta de planejamento já lançada pela SAP. É robusto, 110% integrado, permite configurações profissionais (utilizando-se de ABAP OO - orientado a objetos). O SAP IP não está apenas na lista de produtos em manutenção, mas ainda recebe melhorias. A promessa é que na versão 7.3 uma nova interface de desenvolvimento (completamente em ABAP) vai ser incorporada. O SAP IP também é recomendado para tratar grandes volumes de dados e em nichos de mercado específico, como varejo.
    • SAP MAP - Merchandise Assortment Planning. O nome é complicado, mas a coisa é bem simples. O MAP é o IP com roupa de batalha que inclui funções específicas para o planejamento da vertical varejista.
  • SAP BO PC, Business Objects Planning and Consolidation (antigamente conhecido como BPC, Business Planning and Consolidation). Essa é a ferramente da SAP com seus vinte e poucos anos. Potente e bonita, mas deixa a desejar em quesitos importantes como: integração com datawarehouse (mesmo que seja um BW), transporte entre ambientes (DEV, QA e PROD) além de romper com conceitos primordiais da SAP como a forma como o master data é alterado (no BO PC, dados mestres podem ser alterados diretamente na aplicação de planejamento sem nenhuma relação com a fonte de dados). Por outro lado a integração com MS-Excel é maravilhosa e o poder que fica na mão do usuário-chave é incomparável.
Grande abraço,

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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

A SAP surpreende: BO Explorer

Primeiro quero dizer que nem eu, nem ninguém da equipe do Brasil Intelligence está ganhando NADA da SAP: nem dinheiro, nem favores, nem nada. 

Isto dito, tenho que dizer: SAP BO Explorer é simplesmente incrível. Você ainda não conhece o SAP BO Explorer? Existem duas formas de conhecer:
  • a forma clássica e textual neste link. Não me entendam mal, o texto é bom e bem completo.
  • usando o SAP goexplorer.
Em resumo, esqueça a explicação textual. Acesse o site da SAP goexplorer, crie uma conta grátis por 21 dias, crie seu próprio dataset (basicamente uma planilha excel, com dados nas colunas e seus próprios dados), salve e saia brincando com a ferramenta. Sério, fácil assim.
SAP BO Explorer é uma ferramenta fantástica que promete acessar uma fonte de dados estruturada (seja ela um banco de dados, um universo ou mesmo uma planilha em Excel) e sem grandes configurações e sem modelagem permitir ao usuário final criar suas análises de forma bastante interativa. 

Eu gostei de ferramenta e recomendo a todos dar uma olhada.

Grande abraço,

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Parece que o mercado de BI está em franca expansão

Segundo o TI INSITE o faturamento da QlikTech foi de $ 50,3 milhões no terceiro trimestre deste ano, 36.3% maior que o mesmo período do ano passado. Mais detalhes aqui.

Interessante colocar esses valores em perspectiva com os da SAP ou TOTVS como mostramos no artigo anterior: SAP e TOTVS, uma comparação numérica

Grande abraço,

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

SAP e TOTVS, uma comparação numérica

Observem o gráfico abaixo:

Essa é uma comparação numérica entre a gigante alemã e a sua concorrente nacional. O gráfico acima mostra os valores em Euros, usando um ratio de Reais para Euro de 0.42.

As fontes são do site TI INSITE para SAP e TOTVS.

Na minha opinião o que mais chama atenção não é apenas a diferença numérica entre a receita e o lucro de ambas empresas, mas principalmente um dado que não está "claro" no gráfico acima. O fato de que a lucratividade da SAP é de aproximadamente 20% enquanto a da TOTVS é de 7%.

Aparentemente a gigante SAP ainda tem alguma gordura para queimar para conseguir ganhar os mais de 30% de market share da TOTVS no Brasil. A briga é boa para os clientes e também para a indústria de tecnologia como um todo.

Grande abraço,

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Brasil como um centro de inovação para o mundo SAP

Parece que o Brasil entrou de vez na lista de países prioritários da gigante alemã SAP. No fim de outubro foi anunciada a inclusão do Brasil na lista de centros de inovação da empresa. Confira mais detalhes aqui.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

A Softtek entrou de vez no mundo de BI - update 2

Não, eu não recebo nada da Softtek mas já tive o prazer de fazer projetos com eles no passado e estou acompanhando com muito interesse esse novo passo da empresa descrito em meus dois posts anteriores: "A Softtek entrou de vez no mercado de BI" e "A Softtek entrou de vez no mundo de BI - update 1".

Como prometido, fomos atrás de mais informações sobre essa nova empreitada da Sofftek e graças a Patricia Apollonio, temos novidades. A má notícia para nós - curiosos em geral - é que aparentemente ainda existem alguns segredos que vão permancer guardados por mais algum tempo.

O novo produto foi desenvolvido inicialmente em COGNOS (IBM), mas a empresa já trabalha em uma versão que se utilize de ferramentas SAP. O produto é na verdade um conjunto de objetos, métricas e indicadores que podem ser reaproveitados por várias empresas permitindo um "quick win", ou seja, otimizar o tempo de projeto e trazer resultados mais rápidos aos clientes.

Usando o produto como base, o cliente pode desenvolver mais objetos e indicadores que aumentem o valor agregado e, claro, podem aumentar o esforço e o tempo de projeto.

Ainda segundo Patricia o novo produto "vai ser customizado para diferentes áreas da empresa, a primeira é para RH, já está quase pronto para vendas e em breve teremos para estoque, finanças e marketing".

Fiquemos antenados nas novidades.

Grande abraço,