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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Os dados que realmente interessam estão fora da sua empresa

Tá bom, eu admito: não são TODOS os dados que interessam que estão fora da sua empresa, mas grande parte. O pior é que uma grande parte desses dados de fora da sua empresa - e por tanto fora do seu controle - não são estruturados.

Me explico. Quando sua empresa faz uma campanha de marketing para reforçar o conhecimento da marca, por exemplo, como você mede o resultado dessa campanha? A primeira parte - os custos - são relativamente fáceis de se medir uma vez que, geralmente, os dados estão no ERP. O problema de verdade é: como medir a reação do público à campanha? Como saber se o público alvo foi atingido? Durante anos, a resposta, a medida dessas campanhas foi feita com base em pesquisas de satisfação ou simplesmente ignoradas. Já tocamos nesse asssunto aqui no artigo: Novos tempos: novos problemas e novas soluções.

O exemplo acima é apenas um de centenas que poderiam ser dados. Outro problemas comum é que, ao definir um KPI (alinhado com um objetivo estratégico, com a estratégia da empresa), sempre fica a pergunta: como está o desempenho dos meus concorrentes neste mesmo KPI? Infelizmente, essa informação não estava disponível.

A SAP, no entanto, promete mudar essa situação com um novo serviço chamado SAP Value Engineering. Para quem se interessar, tem um artigo bem interessante no TI INSIDE aqui. Em resumo, o serviço promete um benchmark para empresas em seus setores com comparações globais e locais. Eu acho essa uma ótima iniciativa, cabe a nós observar como esse serviço evolui e se outros grandes players do mercado embarcam nessa onda.

Grande abraço,

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

LIXO: KPIs, medidas e indicadores

Calma, calma. Eu não estou completamente louco. Não tenho a intenção de negar a importância de medidas, KPIs e indicadores, MAS de tempos em tempos é importante lembrar que mais importante que medir é saber o que e como medir.

Quando eu era adolescente, sempre íamos a um bar na Lapa em São Paulo comer pizza. Éramos 8 amigos e pedíamos 2 pizzas. Na média, cada um comia 2 fatias. O problema é que eu e um outro amigo geralmente comíamos de 3 a 4 pedaços cada um. Resultado: puxávamos a média de todo mundo pra cima.

A dica é simples, mas vale ser lembrada.

Grande abraço,

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Business Intelligence e sua influência na operação

Desde que comecei a trabalhar com BI, há pelo menos 6 anos, tenho tido recorrentes discussões sobre o mesmo assunto: até que ponto BI pode e deve se "misturar" com a operação?

Desde muito tempo venho discutindo este mesmo assunto com muitas pessoas: desde estagiários até diretores de grandes empresas. A pergunta varia um pouco, o ambiente também, mas no fundo a questão é a mesma: podemos utilizar ferramentas e conceitos de BI para endereçar assuntos operacionais?

A resposta simples e direta é SIM. Isso mesmo, você não leu errado. Vou escrever uma vez mais: sim, podemos utilizar ferramentas e técnicas de BI para endereçar, analisar e monitorar temas operacionais. A segunda parte dessa afirmação, no entanto, deve ser dita: sim, podemos utilizar ferramentas e técnicas de BI para endereçar, analisar e monitorar temas operacionais contanto que esses temas operacionais estejam ligados e/ou impactem a estratégia da empresa.

Na prática o que eu quero dizer é que faz sentido mostrar num Dashboard corporativo um indicador de giro de estoque CASO manter os estoques sob controle e sem falta de material seja uma decisão estratégica da empresa e seja crucial para o negócio da empresa. Para essa afirmação, alguém diria: monitorar o estoque é SEMPRE relevante para todos os negócios. Minha resposta é direta: sim, MAS esta medida é mais ou menos importante dependendo no seu negócio.

Caso você tente comprar um carro novo e faça questão de escolher cor e alguns acessórios você certamente precisará esperar por seu carro, porque ele não está no estoque. Neste caso, medir stockout (quantas vezes perdemos venda por não termos produto no estoque) simplesmente não faz sentido.

Em contra partida, medir o tempo decorrido entre a venda e a entrega do carro faz todo sentido do mundo, uma vez que este pode ser um diferencial competitivo determinante para a realização da compra.

Ou seja, na minha opinião, o que define se um indicador deve ou não ser parte do BI de uma empresa não é e não pode ser sua classificação como operacional ou estratégico, MAS sim sua importância para o negócio de uma determinada empresa em um determinado plano estratégico.

Grande abraço,