Àqueles que vinham acompanhando o BLOG devem ter percebido que desde Setembro eu não publico nenhum texto novo. Acho que é hora de me explicar.
Desde setembro deste ano aceitei uma oportunidade profissional muito interessante. Exercendo essa oportunidade tenho acesso a informações privilegiadas de uma das grandes empresas de BI do mercado e por esse motivo não tenho conseguido postar.
Durante este mês vou estudar minhas possibilidades e no começo do próximo ano aviso se continuo ou não com o projeto do Brasil Intelligence.
Grande abraço,
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
A resposta para a vida o universo e tudo mais
Lendo o artigo de Ron Ashkenas (segundo a HBR: "Ron Ashkenas is a managing partner of Schaffer Consulting and a co-author of The GE Work-Out and The Boundaryless Organization. His latest book is Simply Effective") publicado na Harward Business Review: The Art of Asking Questions (A arte de fazer perguntas, em tradução livre) eu lembrei do livro O Guia do Mochileiro das Galáxias.
No livro - que virou filme de mesmo nome - um super computador é construído para calcular a resposta "para a vida o universo e tudo mais", a resposta encontrada depois de anos de cálculo é 42 (como curiosidade, digite no Google: a resposta para a vida o universo e tudo mais). Os personagens, irritados se perguntam: como assim 42? 42 o quê?
Na minha opinião é EXATAMENTE assim que algumas soluções de BI são construídas, sob a diretriz de entregar a resposta para:
- todas as perguntas de negócio ou
- aumentar a lucratividade ou
- reduzir custos ou
- gerar relatórios
Na prática o que acontece é que sem uma PERGUNTA e ser respondida, todas as respostas são válidas, incluindo 42!
Grande abraço,
Edu
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quinta-feira, 25 de agosto de 2011
BI, comunicação e conscientização
Eu já falei sobre esse assunto aqui, sobre minha crença de que BI pode e deve ser usado como ferramenta de comunicação. Eu falei sobre isso no artigo: Business Intelligence como canal de comunicação.
E o que eu tenho para falar de novidade sobre o assunto? Bom, acontece que eu fui apresentado a um ótimo exemplo. Não necessariamente de BI como ferramenta de comunicação, mas de informação complexa, consolidada e bem apresentada (lembra alguma coisa?) como instrumento de comunicação.
O exemplo é de Al Gore, Ex-Vice-Presidente Americano no documentário Uma Verdade Inconveniente (An inconvenient truth - no original em inglês) de 2006. O vídeo pode ser visto, com legendas em português aqui:
- Relevância - a mensagem e o assunto discutido de Gore têm impacto na vida de cada um de nós, e ele toma cuidado de deixar isso BEM claro e também de rebater os "mitos" que pregam que o aquecimento global não é um assunto importante.
- Conteúdo - os dados apresentados por Gore não são apenas extensos (uma medição de 650 milhões de anos não é comum) são também confiáveis, uma vez que foram fornecidos pelos melhores cientistas do mundo e pelos órgãos melhores qualificados para fornecer a informação.
- Apelo visual - todos os gráficos e números apresentados foram cuidadosamente trabalhados e a visualização re-inforça a mensagem dos números. O ponto máximo para mim, é quando o gráfico "explode" para fora da área de projeção e Gore acompanha o mesmo com uma grua, FANTÁSTICO!
Outro ponto fundamental para o sucesso da comunicação das informações foi a simplicidade com que os dados foram apresentados. Olhando o gráfico que relaciona CO2 e temperatura no planeta é impossível, mesmo para um aluno primário, não ver uma relação.
Fica aí o exemplo de apresentação, coerência e comunicação. Fica a nossa contribuição para espalhar essa mensagem de vida e fica a dica cultural para assistir a esse documentário que já é um clássico.
Grande abraço,
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quinta-feira, 18 de agosto de 2011
A necessidade de prever o futuro
Quem não se pegou imaginando como será o futuro? Quem nunca pensou em duas ou mais alternativas para o futuro? Quer ver alguns exemplos:
- Devo aceitar uma nova proposta de emprego ou esperar na empresa onde trabalho por mais alguns anos?
- E SE eu comprar um carro novo, qual o impacto no meu valor de seguro?
- Assumindo que o dólar continue se desvalorizando, qual o melhor ponto no tempo (t) para comprar meu próximo laptop importado?
No mundo coorporativo, os exemplos são similares:
- o que acontece com o mercado de jornais impressos se a internet continuar a se massificar no ritmo atual?
- dada a corrente tendência da taxa SELIC (taxa básica de juros), qual será o melhor momento para contratar um empréstimo?
- se eu abrir uma nova divisão de negócios mantendo-se as proporções da minha organização hierárquica atual, quantos funcionários precisarei contratar?
E por aí, vai. Exemplos na verdade não faltam. Quando falamos de sistemas de BI, tão logo as empresas tenham maturidade para monitorar HOJE e comparar o HOJE com o ONTEM, a próxima pergunta é: como será o amanhã?
De cara eu tenho que dizer que com as técnicas e ferramentas disponíveis hoje é impossível responder essa pergunta, mas é sim possível cenários futuros com base em parâmetros pré-definidos. Me explico:
Dado um cenário: a criação de uma nova divisão de negócios dentro de uma organização existente e estável.
Propõe-se parâmetros: a mesma lógica será aplicada do ponto de vista de organização hierárquica e cargos e salários.
Faz-se uma ou mais perguntas: 1) quantos funcionários vou precisar nessa nova divisão? 2) quanto isso irá custar?
Mas em geral isso não é suficiente. O tomador de decisão precisa entender o cenário como um todo, ou seja: qual o ganho esperado para essa nova divisão? Sabendo qual seria o potencial lucro (baseado nos custos projetados - que incluem mas não se restringem aos funcionários - e a projeção de ganhos) poderia também se pergutar "e se" (what if) eu não criar essa nova divisão? Qual seria meu lucro projetado?
A resposta pode ser surpreendente, talvez não valha a pena perseguir aquela oportunidade... mas a que se lembrar: o futuro pode ser projetado, mas nunca predito.
Grande abraço
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Indisponibilidade
Amigos,
Hoje não vou conseguir publicar nada, acabei me enrolando com assuntos profissionais. Semana que vem voltamos a rotina normal.
Grande abraço,
Hoje não vou conseguir publicar nada, acabei me enrolando com assuntos profissionais. Semana que vem voltamos a rotina normal.
Grande abraço,
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
"Dois problemas se misturam A verdade do Universo A prestação que vai vencer"
Eu sei o título desse post é muito longo e não deveria ser assim por uma questão estética e prática. Mas o que eu posso fazer? A genialidade de Raul Seixas na música "Eu também vou reclamar" não pode ser restringida.
E qual a relação disso com BI? Bom, depois de publicar o artigo Quando todos acreditavam que a Terra era plana recebi um email de um amigo que falava o seguinte (textualmente):
"Edu, o problema que vejo aqui é que, quando passamos para um patamar de idéias mais sofisticadas e completas do que os relatórios, os valores também extrapolam a realidade. Inovar tem um custo proibitivo em BI. O que percebo é que o único player que permite este tipo de criatividade com tudo já embarcado foi o Qlikview com suas novidades. Mas hoje ele já esta se tornando apenas mais um. O que acha?".
Depois de escrever algumas linhas respondendo ao email dele percebi que seria muito mais útil publicar a resposta aqui. Então, vamos a ela.
Primeiro, quero deixar claro que na minha opinião INOVAR (palavra bastante usada ultimamente) não é sinônimo de comprar um produto novo e muito menos de tecnologia nova. Na minha opinião, inovar significa fazer algo novo, algo de um jeito novo ou aproveitar algo velho de um jeito diferente. Um exemplo simples - já que esse texto não tem pretensão de discutir inovação - é usar a água do banho para a descarga. Não é necessariamente uma inovação tecnológica, uma vez que armazenar água e transportar a mesma de um lugar ao outro é coisa antiga, mas é inovador porque traz novidade à forma de se usar a água, traz um viés consciente e de respeito ao meio ambiente.
Isso dito, vamos a inovação tecnológica e mais especificamente em relação ao BI. Meu amigo está certo quando diz que ferramentas mais poderosas e completas são mais caras (preço + infraestrutura + manutenção + profissionais) do que o bom e velho Excel. Não há como discutir com isso.
Mas é da necessidade e da situação adversa que a inovação se alimenta. Existem infinitas formas e ferramentas que podem ser exploradas em conjunto para se atingir o objetivo esperado. Já demos alguns exemplos aqui no BLOG:
- o Analysis Server vem "de graça" para quem tem Licença MS SQL Server;
- o MicroStrategy continua com a política de licença gratuita até 100 usuários (MicroStrategy: Bom, Bonito e Barato?);
- Existem fornecedores nacionais de BI, como a Senior (Senior BI: mais detalhes);
- E mesmo o pacote mais simples da SAP (o BO Edge) tem um preço bastante acessível;
- O próprio Qlikview ainda é uma opção viável (Dashboard: visibilidade, resultados e dúvidas - Parte 2 de 2);
- Ainda não convencido, tem o bom e velho Excel (É possível fazer BI com MS-Excel?). Pra quem duvida do poder do MS-Excel, eu convido a olhar esse BLOG: excelcharts.com .
Essa é uma parte. Os grandes players são apenas UMA opção. Existem diversas opções razoáveis para visualização e análise. Mas não é na ferramenta que a mágica acontece. A ferramenta é só a janela por onde a mágica pode ser vista. O coração das possibilidades geradas por um sistema de BI bem feitos estão no desenho completo da solução:
- na modelagem multidimencional;
- na estratégia de carga e transformação;
- no entendimento das necessidades de negócio;
- nas fontes de dados disponíveis;
- na experiência do profissional de BI que suporta o processo e o cliente.
E tudo isso ao som de Raulzito!
Grande abraço,
quinta-feira, 28 de julho de 2011
BI in memory sem servidor?
Não, a SAP não anunciou que o HANA vai rodar em iPads sem servidor, não foi isso! A SAP Brasil anunciou uma parceria com a Ativas para que o appliance do SAP HANA rode no DataCenter da Ativas. A notícia saiu no TI INSIDE e você pode ler na íntegra aqui.
Os céticos pensarão: e daí? Acho que a grande novidade neste caso não é exatamente tecnológica, é cultural. Eu sou de uma época em que:
- os profissionais de TI das empresas se orgulhavam de possuir verdadeiras raridades no CPD - Centro de Processamento de Dados (antigo nome do Data Center)
- os administradores dos sistemas operacionais administravam TUDO: cada file system, cada backup, cada TUDO;
- os administradores de banco de dados eram os DONOS de todos os dados dentro do banco. Ninguém criava um índice que fosse sem o "amém" do DBA.
E o que o PRESENTE (não o futuro) nos reserva? O SAP HANA é um appliance, ou seja, uma caixa preta. Você "pluga" ela no seu ambiente, configura quais modelos devem ser considerados e a "caixa" decide COMO armazenar, como otimizar etc. Resultado: a administração não é mais responsabilidade do adminitrador, o DBA não existe como entendiamos há 15 anos e agora a última barreira caiu: a caixa preta talvez seja azul e você nunca vai saber.
Bem-vindo a esse "Brave New World".
Grande abraço,
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