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quinta-feira, 21 de julho de 2011

Quando todos acreditavam que a Terra era plana

Quando todos acreditavam que a Terra era plana, se você perguntasse se alguém queria juntar-se a você numa viagem ao redor do mundo todos ririam da sua cara, certo? Esse é o problema do paradigma vigente. Transpondo o exemplo para nossa realidade, quando você pergunta a um cliente: qual sua necessidade para um sistema de BI, em 90% dos casos as respostas variam de um relatório simples a um relatório bonito, chegando ao máximo num Dashboard (que no caso, não vai passar de um amontoado de gráficos dispostos lindamente numa tela de um dispositivo móvel qualquer).

Pode ser uma conclusão óbvia, mas eu me dei conta disso pouco tempo atrás. Quando conversando com um cliente que precisava - um poder de forças maiores - iniciar um processo de coleta de requisitos ANTES de conhecer principios básicos de BI (o que é, pra que serve, o que a ferramenta permite etc.). Resultado? Várias páginas de solicitações para relatórios impressos e listagens com filtros mais completos do que os atuais. Conclusão: é impossível pedir que alguém expresse uma necessidade (análise de crédito em tempo real ou dar a volta ao mundo) sem que essas necessidades sejam colocadas dentro de um contexto de possibilidades.

Mas, por quê? Bom, eu ofereço humildemente duas respostas:
  1. A pragmática. O ser humano vive dentro de parâmetros preestabelecidos e é preciso deixar claro quais parâmetros se aplicam quando fazemos uma pergunta.
  2. A idealista. Tendemos a viver a vida dentro de parâmetros preestabelecidos, apenas uns poucos arriscaram pisar fora desses parâmetros (os primeiros navegadores, os grandes gênios como Mozart, Eistein, Newton, Camões etc.). Para os demais - nós, pobres mortais - restam os parâmetros e as regras do jogo deixadas pelos gênios.
Sem entrar no mérito de qual a melhor resposta (sugira uma aí na área de comentários), fica clara a nossa função: extrapolar as capacidades técnicas e tecnológicas para o dia-a-dia de nossos clientes, ajudá-los a enxergar os sutis sinais que os permitirão explorar os limites de suas realidades e eventualmente transformar um projeto em VALOR, seja ele aumento de receita, diminuição de receita, reconhecimento de marca etc.

Grande abraço,

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Novos tempos: novos problemas e novas soluções

Se você não for um extraterrestre, já ouviu falar nas transformações sociais e nos negócios trazidos pela WEB 2.0, as mídias sociais (twitter, facebook, orkut, myspace etc.) e a computação em nuvem. Se você trabalha com BI, adicione a esse caldeirão o processamento In-Memory e você tem buss words para usar nas próximas reuniões até o fim do semestre.

A pergunta que é pouco respondida até agora é: como todas essas ferramentas podem nos ajudar no nosso dia-a-dia de BI? Bom, vamos por partes:

Sobre In-Memory, você pode encontrar mais informações aqui no BRIntelligence mesmo, no artigo: In memory, em memória e o futuro do Business Intelligence - BI e tambén no artigo falando sobre HANA A nova solução para seus problemas: HANA (?);

Sobre as demais mídias: twitter, facebook, orkut, myspace, youtube etc. ainda não falamos. Sinceramente eu não tenho muitas respostas e não vi nenhum caso onde essas mídias estejam sendo usadas integradas às soluções de BI cooporativas. Mas eu tenho uma idéia, um sonho talvez de como uma ferramenta como o Twitter pode ser um divisor de águas também no mundo de BI. Como?

Durante anos, áreas comerciais e de marketing vêm se perguntando como medir o impacto de uma campanha de marketing em termos númericos mas não financeiros. Perguntas como: as pessoas gostaram da campanha? A campanha atingiu o público alvo? quantas pessoas foram atingidas pela campanha?

Enquanto essas campanhas não paravam de sair, especialistas de diversas áreas uniram esforços para responder essas perguntas com pesquisas, amostragens, extrapolações estatísticas etc. HOJE a realidade pode ser diferente. As campanhas de marketing podem ser medidas em termos númericos baseados em comentários em mídias sociais que podem ser interpretadas por tecnologias como o Many Eyes da IBM (http://www-958.ibm.com/software/data/cognos/manyeyes/) e então segmentadas em: categoria de usuários, menções favoráveis, menções contrárias, sugestões etc.

Pela primeira vez na história, temos a chance de medir o impacto externo de ações inciadas dentro das empresas. Não, isso não é simples e nem fácil por diversos motivos:
  1. a tecnologia ainda não ajuda, são necessárias várias ferramentas e interfaces para se atingir esse resultado
  2. as informações em si não são padronizadas e nem estruturadas
  3. o acesso a essas informações não está padronizado ou estruturado
Mesmo quando essas primeiras barreiras forem vencidas, ainda assim precisaremos de mão-de-obra qualificada e capaz de lidar com essa nova realidade e organizações dispostas a começar a trilhar esse caminho.
Não estou dizendo que será fácil ou para amanhã. Mas na minha opinião, certamente será para a próxima semana.

Grande abraço,

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Você vai participar da mudança ou ser atropelado por ela?

R. A. Mashelkar tem uma teoria muito interessante sobre um novo paradigma para o mundo (apresentado no TED): mais por menos para mais (more for less for more) que eu achei bastante interessante. Na verdade, eu acredito nisso. É nesse modelo que os bancos no Brasil fizeram milagres tecnológicos quando a economia era fechada, por exemplo.

Veja o vídeo abaixo:

A falta de recursos é objetivamente um limitante, mas não deve servir como desculpas para impedir a inovação. Acho que esse cenário tem tudo a ver com o momento de BI no Brasil. As ferramentas de BI exigem investimentos multi-milionários em hardware, software, licenças e profissionais especializados. A grande questão é: existe um caminho alternativo? Há uma opção?

Milhões de empresas de todos os tamanhos encontraram a resposta, ela é simples e clara: SIM, existem opções. O seu Zé da vendinha da esquina vem fazendo CRM - Customer Relationship Management (gerenciamento de relacionamento com o cliente) no caderninho a anos, o seu Antonio da Padaria faz análise de crédito de cabeça para vender fiado e a Dona Maria sabe na ponta da língua se suas linhas e panos (usados na confecção de bordados artesanais) estão em tendência de alta ou de baixa (em resumo se é hora de comprar bastante ou não).

Antes que comecem as críticas: não, eu não estou defendendo de forma alguma que tais métodos são ideais ou mesmo possíveis para a totalidade de empresas no mercado. Para saber mais sobre a minha opinião nesse assunto, leiam o post "É possível fazer BI com Excel?" . O que eu defendo é a ferramenta adequada para um determinado problema, inserido num determinado contexto.

Acho que esse assunto tem tudo a ver com um post "antigo" e bastante atual: "O grande problema do BI no Brasil"

E viva o Ábaco.

Grande abraço,