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quinta-feira, 16 de junho de 2011

O Estado brasileiro já abriu os olhos, e a sua empresa?

Quando falamos de BI e, especialmente quando falamos de DW (Data Warehouse), o conceito básico diz que o DW é um repositório de informações variadas, otimizadas para consulta e para o armazenamento de informações históricas (igual ou superior a 10 anos, por exemplo).

Aparentemente, apesar de várias multinacionais ainda tropeçarem nesse conceito básico de um repositório único de informações, o famoso EDW - Enterprise Data Warehouse, o Estado brasileiro - ou pelo menos o fisco - já entendeu os benefícios dessa belezinha e caminha a passos largos para chegar lá. Como? Simples, você já ouviu falar de SPEDs e EFDs? Tem um artigo bem bacana na TI INSIDE sobre a evolução das obrigações legais informatizadas que pode ser lido clicando aqui.

Sem demérito ao FISCO, mas a ideia deles não tem nada de original. Eles estão basicamente padronizando e cruzando diversas obrigações com alguns efeitos claros:

  1. forçar as empresas a cuidarem melhor de suas bases de dados, evitando erros na transmissão,
  2. inibindo transações ilegais ou suspeitas, já que a verificação das informações é massiva e não mais por amostragem,
  3. realizando ações pontuais e agindo nas exceções.
Em resumo, apesar da ideia pouco original a abordagem é perfeita e pode servir de exemplo para diversas empresas Brasil a fora.

A pergunta que fica é: quais são as possibilidades? Eu arriscaria dizer que se o Estado estiver disposto a seguir com essa abordagem até o fim: informatizar toda a transmissão de obrigações, armazenar e criar rotinas eficientes para cruzar as informações das diversas empresas: o céu é o limite e os "maus" empresários que se cuidem.

São conceitos de BI em prol de um Brasil sem "jeitinho"!

Grande abraço,

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Only because you have the tool does not mean you have to use it

Versão em português aqui.

The phrase that serves as title to this article was told in its original already in English like this: "only because you have the tool does not mean you have to use it" by Kelli Such, at SAPPHIRE NOW this year and then freely translated by me (in the Portuguese version on this article). 



Dilbert.com 

Kelli Such is Director of Business Intelligence at Kraft Foods in Chicago, United States. And until I watch the SAPPHIRE NOW session entitled: Building Tomorrow's Enterprise Solutions from SAP with BI, I did not know her.

Actually, to see the entire session, simply visit the event website (http://www.sapphirenow.com), register for free and search by the title: Building Tomorrow's Enterprise Solutions from SAP with BI.
Since then, what changed was simple: I became Kellii's fan. Of course, not only for this sentence. But by the context, by her courage and force behind this phrase. In the midst of the biggest event organized by SAP worldwide, Kelli - under the watchful eyes of the biggest giants in the business world of "tools", shared with us this "pearl". 

The beauty of the concept is the indisputable truth of the statement together with the obviousness of it. As a rough analogy, I could say one has a hammer at home and does not need to use it. I'm pretty sure that in my colleagues circle that statement would cause, without a doubt, a hiatus in the conversation.

The unfolding of the assertion in the field of Business Intelligence and IT in general is enormous. We have been seem that BI solutions market clearly go for the plurality of tools, it is normal and natural: planning tools, reports, dashboards, consolidation, etc.. And in general, all these tools come entagleded together in a "suite" or in a package. 


The idea of ​​packing tools is in principle great. It gives to the customer the possibility to do things that he/she did not foresee or did not know that could be made. But we must avoid the dictatorship of the technology. Decisions about whether to use a tool should ALWAYS be connected directly to a business need or opportunity. 


It is clear that IT, and especially BI professionals, can and should suggest uses not yet considered by our colleagues in other areas (whatever they are: finance, human resources, marketing, production, etc.). But these suggestions MUST be related to a business need or opportunity, otherwise they are pointless.  


If someone disagrees, I have a suggestion: just go home and use the hammer.
   
Huges,

Só porque você tem a ferramenta, não quer dizer que tenha que usá-la

English version here

A frase que serve de título a esse artigo foi dita em seu original em inglês: "only because you have the tool does not mean you have to use it" por Kelli Such, no SAPPHIRE NOW deste ano e depois livremente traduzida por mim.
Dilbert.com
A Kelli Such é Diretora de Business Intelligence na Kraft Foods em Chicago, Estados Unidos. E até assistir a palestra dela no SAPPHIRE NOW entitulada: Building Tomorrow’s Enterprise with BI Solutions from SAP, eu não a conhecia.

Aliás, para ver a sessão, basta acessar o site do evento (http://www.sapphirenow.com), se registrar gratuitamente e buscar pelo título: Building Tomorrow’s Enterprise with BI Solutions from SAP.

De lá para cá, o que mudou foi simples: eu me tornei fã da Kelli. Claro, não apenas por essa frase. Pelo contexto, pela coragem e pela força por trás dessa frase. No meio do maior evento organizado pela SAP no mundo, a Kelli - sob o olhar atento das maiores gigantes do mundo no ramo de "ferramentas", soltou essa pérola.

A beleza do conceito proposto é a verdade indiscutível da afirmação aliada a obviedade da mesma. Numa analogia grosseira, eu poderia dizer: tenho um martelo em casa e não preciso usar ele. Tenho certeza que em uma roda com meus amigos essa afirmação causaria, sem sombras de dúvida, um hiato na conversa.

O desdobramento da afirmação no ramo de Business Intelligence e em TI de modo geral é enorme. As soluções de BI de mercado caminham claramente para a pluraridade de ferramentas, é normal: ferramentas de planejamento, relatorios, Dashboards, consolidação, etc. E em geral, todas essas ferramentas vêm empacotadas em uma suite, num pacote.
A idéia do pacote é ótima, da ao cliente a POSSIBILIDADE de fazer coisas que ele não previa ou não sabia que poderiam ser feitas. Mas é preciso evitar a ditadura da tecnologia. As decisões sobre a utilização ou não de uma ferramenta devem SEMPRE estar ligadas diretamente a uma necessidade ou oportunidade de negócio.
Claro está que IT, e principalmente os profissionais de BI, podem e devem sugerir utilizações ainda não consideradas por nossos parceiros de outras áreas (sejam elas quais forem: finanças, recursos humanos, marketing, produção, etc). Mas essas sugestões, DEVEM estar ligadas a uma oportunidade ou necessidade de negócio.
Se alguém discordar, eu tenho uma sugestão: ao chegar em casa, use o martelo.

Grande abraço,

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Juntando a fome com a vontade de comer

Se alguém me perguntasse o motivo que me levou a iniciar esse BLOG, eu não teria dúvidas em responder: - Juntei a fome com a vontade de comer.

Minha história como autor vem do passado: escrevo poesias desde os 11 anos (já publiquei um livro, inclusive: Poemas de Botequim) e estou trabalhando num livro de ficção que deve ficar pronto no ano que vem. Essa característica me deu a fome.

A vontade de comer veio do fato de que nos últimos anos venho acompanhado o desenvolvimento de ferramentas de conceitos relacionados a Business Intelligence e muito surpreso chego a conclusão de que não existe muito material verdadeiramente brasileiro a respeito.

Digitando no Google (www.google.com.br) as palavras "Business Intelligence", em toda a primeira página encontro apenas três links para páginas em português:

  1. a definição de Business Intelligence no WikiPedia
  2. o site de uma grande empresa de softwares M....soft
  3. um texto antigo (de 2007) de João Sidemar Serain

Ou seja, é hora de desenvolver literatura nacional, não acadêmica e de qualidade. Alguém a fim de ajudar?

Grande abraço,